quarta-feira, 14 de abril de 2010

DIA DE MONTEIRO LOBATO

"AINDA ACABO FAZENDO LIVROS ONDE AS NOSSAS CRIANÇAS POSSAM MORAR"

Essa história eu retirei do livro "Reinações de Narizinho" e transformei-o em texto para teatro.

O MARQUES DE RABICÓ
Narrador: Eram sete leitõezinhos. Bem sei que sete é conta de mentiroso, mas eram mesmo sete, todos ruivos, com manchas brancas pelo corpo.
O tempo foi passando e os leitões foram crescendo, e à medida que iam crescendo iam entrando...para a escola do forno.

Dona Benta: Nastácia, a prima Dodoca vem jantar hoje aqui. Acho bom pegar aquele um!

Narrador: Nastácia vai ao paiol, toma uma espiga de milho e grita no terreiro - xuque, xuque, xuque!
Os bobinhos ouvem e vêm correndo atrás do milho que ela começa a debulhar, e comem, comem, comem. De repente a malvada se abaixa e nhoc! Segura pela perna o tal aquele um.
Na hora do jantar reaparece na mesa, mas muito diferente do que era. Vem num grande prato, rodeado de rodelas de limão, com um ovo cozido na boca. Todos tratam de cortar o seu pedaço e comê-lo gulosamente.

Narizinho: Está delicioso!

Narrador: Foi esse o triste destino daquela irmandade de sete leitões. Da irmandade inteira menos um. O Rabicó, assim chamado porque só possuía um toquinho de cauda. Rabicó salvou-se porque Narizinho costumava brincar com ele desde bem pequenino e acabaram amigos.

Narizinho: Fique sossegado que não deixo tia Nastácia te assassinar.

Narrador: Uma tarde Narizinho ouviu dona Benta dizer à Nastácia:

Dona Benta: Amanhã, dia dos anos de Pedrinho, temos de dar um jantareco melhor. Há ainda algum leitão no ponto?

Nastácia:
Só Rabicó, sinhá, mas esse Narizinho não quer que mate. É o ai Jesus dela.

Dona Benta: Sim, mas você dá um jeito. Mata escondido, sabe.

Narrador: Dona Benta piscou para Nastácia. As duas eram danadas para se entenderem.
A menina entretanto, ouvira a conversa e fora correndo em procura do leitãozinho. Encontrou-o no pasto, fossando a terra com sempre.

Narizinho: Vovó deu ordem a tia Nastácia para assassinar você amanhã. Mas eu não deixo, ouviu? Vou escondê-lo, bem escondido, num lugar que só eu sei, até que o perigo passe.

Narrador: E assim fez. Levou-o para o tal lugar que só ela sabia, amarrou-o pelo pé a uma árvore; depois trouxe-lhe várias espigas de milho, uma abóbora e uma lata d'água.

Narizinho: Fique aí bem quietinho. Nada de berreiros, senão tudo está perdido. Quando não houver mais perigo, virei soltá-lo.

Narrador: Chegada a hora de pegar o leitão, tia Nastácia revirou o sítio inteiro de pernas para o ar. Procurou-o como quem procura agulha.

Tia Nastácia: Sinhá, não encontro o Rabicó, com certeza algum ladrão o furtou, ou alguma onça deve ter comido.

Dona Benta: Que maçada! Nesse caso mate uma galinha bem gorda. Rabicó fica para o Ano Bom, se aparecer.

Narrador: No dia seguinte, assim que todos se levantaram da mesa depois de comido o jantarzinho melhor, a menina correu ao lugar que só ela sabia e soltou o leitão.

Narizinho: Está salvo por uns tempos. Mas na véspera do Ano Bom tenho de prender você aqui outra vez, porque ela promete coisas para esse dia.

Narrador: Dali a pouco, muito serelepe, como se nada houvesse acontecido, Rabicó surgiu no terreiro. Chegando à porta da cozinha para lambiscar umas cascas que tia Nastácia havia botado fora.

Tia Nastácia: Ué! Olhe quem está aqui! Rabicó em pessoa! Você escapou desta vez, seu maroto, mas de outra não me escapa. Uma semana antes do Ano Bom já te tranco no paiol e quero ver!

Narrador: Rabicó não ligou a mínima, não deu importância àquelas palavras. Tratou mas foi de encher a barriguinha com as cascas, deitando-se para uma daquelas sonecas gozadas que só porco sabe dormir.

Se quiserem mais informações sobre o grande cidadão escritor entrem nesse endereço, foi de lá que tirei a caricatura de Lobato que ilustra o texto. http://lobato.globo.com/

domingo, 4 de abril de 2010

sábado, 27 de março de 2010

segunda-feira, 22 de março de 2010

ÁGUA VIVA

As questões do meio ambiente constituem um tema transversal que, embora esteja presente de modo mais evidente nas disciplinas Ciências, História e Geografia, também precisa do apoio das áreas de Matemática, Língua Portuguesa, Educação Física e Arte para ser compreendido.
Os alunos terão de se envolver em um aprendizado constante, pois as transformações naturais também se dão de maneira continuada.
Devemos mostrar ao aluno as diferenças entre ambientes equilibrados, saudáveis, e locais poluídos ou degradados. É importante que eles percebam que constatar algum mal não é motivo de desânimo, mas de mobilização da escola e da comunidade para sua solução.


As diferentes disciplinas do currículo escolar podem extrair de cada questão seus interesses particulares, a partir de um raciocínio que é comum a todas.
Professores de várias disciplinas poderão trabalhar juntos, cada qual explorando o enfoque de sua disciplina.


Compartilho com vocês essa fábula.
Certo dia, um pouco de água desejou sair de seu lugar habitual, no lindo mar, e voar para o céu.
Então a água pediu ajuda ao fogo. O fogo concordou e, com seu calor, transformou a água em vapor, tornando-a mais leve que o ar.
O vapor partiu para o céu, subindo cada vez mais alto, até finalmente atingir a camada mais fria e mais rarefeita da atmosfera. Então as partículas de água, enregeladas de frio, tornaram a se unir e voltaram a ser mais pesadas que o ar. E caíram sob a forma de chuva. Não se limitaram a cair, mas jorraram como uma cascata em direção à terra.
A arrogante água foi sugada pelo solo seco e, pagando caro por sua arrogância, ficou aprisionada na terra.
( Fábula recolhida por Leonardo da Vinci na região de Toscana. Itália.)
Ciência Hoje das crianças, nº 50.
Esse Link da TV CULTURA tem atividades bem interessantes para ajudar o professor a planejar um bom trabalho sobre a água. Acesse, você vai gostar.

domingo, 21 de março de 2010

DIA MUNDIAL DA ÀGUA

PROJETO ÁGUA _ VIVA
Em comemoração ao DIA MUNDIAL DA ÁGUA disponibilizarei durante toda a semana partes do meu PROJETO ÁGUA - VIVA que desenvolvi por alguns anos com as minhas turmas de terceiras séries.

Começarei com a História da Água Encanada, em meu município, um texto muito gostoso retirado do livro " Lembranças de Menino" de Dilermando P. Barros. As crianças gostavam muito.

Água "encanada" em Indaiatuba

O comentário era grande em torno da viabilidade de Indaiatuba vir a ter água encanada.
Mas, afinal, um menino de 12 anos pouca possibilidade tinha de infiltrar-se nos meandros administrativos e políticos. Então só restava ouvir o que diziam em torno do assunto.
Rebuscando, entretanto, minhas lembranças, volvo-me ao ano de, possivelmente, 1937 e vejo, a enorme caixa d’água de cimento assentada sobre as colunas de concreto e muita gente nas suas cercanias, aguardando a cerimônia de inauguração.
Essa caixa seria e receptora e a distribuidora do precioso líquido ao pequeno burgo, eregida à margem esquerda da avenida de eucaliptos, na saída para Campinas.
Padre, coroinhas e povo aguardavam o início das comemorações. Enquanto isso, alguns homens com palmas de indaiá, aspergiam a salmoura na carne do churrasco que começara a assar, sustentada por espetos de taquara, dispostos ao longo da valeta com brasas e que havia sido aberta naquela terra vermelha.
O homem central desses acontecimentos era o Prefeito com exercício...
A Prefeitura era pobre e não tinha recursos financeiros suficientes para a realização das obras da tão desejada água encanada.
A população, em tom de zombaria, e diante das dificuldades e quase das desesperanças, quando se referia à ela, referia-se como "a água encanada de Indaiatuba"...

Acervo Prómemória
De qualquer maneira, o sonho acalentado tornou-se realidade. A caixa d’água receptora e distribuidora fora erigida e os canos distribuidores implantados. Por tudo isso, as festanças à que estávamos presenciando...
Para nós crianças, importava que a nossa cidade estava entretanto para o rol das cidades importantes, mesmo com a zombaria de alguns conhecidos saltenses que diziam:
- "Agora sim, os indaiatubanos vão tomar banho todos os Sábados"!

Barros, Dilermando P. – de "Lembranças de Menino"



domingo, 3 de janeiro de 2010

SOBRE A VÍRGULA

Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI
(Associação Brasileira de Imprensa).


- Vírgula pode ser uma pausa... ou não:
Não, espere.
Não espere.

- Ela pode sumir com seu dinheiro:
23,4.
2,34.

- Pode criar heróis:
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

- Ela pode ser a solução:
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido..

- A vírgula muda uma opinião:
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

- A vírgula pode condenar ou salvar:
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

- Uma vírgula muda tudo:
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

- Detalhes Adicionais:


SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.


Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER !!!
Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM ...